sábado, março 28, 2009

Tenho uma amiga que teve uma menina esta semana e hoje é o dia dela regressar a casa e confesso que pensar nisso me causa umas sensações estranhas. Talvez por tudo ter acontecido á relativamente pouco tempo comigo ainda tenha estas sensações.
O primeiro dia é de ansiedade e de descoberta com muitas visitas à mistura, no 2º dia estou deliciada com o rebento. Ao 3º dia começa a subida do leite e com ela os primeiros vestigios dos famosos "baby blues". O dia de regresso é uma mistura de querer regressar a casa e ao mesmo tempo querer ficar por ali, de ter vontade de chorar sem motivo nenhum, de querer ter companhia e ao mesmo tempo querer estar sozinha. Tudo me faz confusão. Fisicamente estou cansada e dorida mas o pior é mesmo a forma como me sinto. É quase inexplicável.
Aconteceu assim com a Inês e foi pior com o Lucas pois o parto não correu tão bem, a recuperação também não e saí no dia 1 de Novembro, dia dos fieis, numa altura em que o meu sogro tinha falecido na semana anterior.
E hoje deu-me para pensar nisto e apesar de ser ela e não eu, não consigo evitar sentir um nó na barriga.

quarta-feira, março 25, 2009

Duvidas existenciais ;))

A Inês estava na brincadeira com o irmão a fazer-lhe cócegas. Ele consolado a "gagarejar" e a rir-se. Passado um bocado ela vira-se para mim e pergunta com um ar muito sério:

"Mamã, os bébés não têm pescoço, pois não?"

Héé Héé
Neste caso especifico o nosso bébé realmente não tem pescoço mas uma grande barbela. Gorducho!!!!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Óscar

O Óscar era o nosso passarinho. Um diamante gold lindo. Já estava connosco há muitos anos, pelos menos 6 ou 7. Quase me atrevo a dizer 8 mas não me lembro.
Fiquei mesmo triste. Foi no inicio do ano.
Tinha uma gaiola grande e as suas cores e o cantar animavam o nosso espaço. Sinto falta dele.
Embrulhei-o num guardanapo e coloquei-o numa caixinha de chá para a minha irmã o enterrar no jardim. No caminho, a Inês fez questão de levar a caixa junto dela. Íamos a falar sobre isso e eu disse-lhe que agora o nosso passarinho estava no céu e nas nuvens com o Pitágoras e o Punky (os cães dos meus pais) e ela diz muito depressa:
"Não mamã, ainda não está. Está aqui na caixinha."

A inocência que nos faz sorrir quando estamos tristes.

Este texto estava aqui guardado nos rascunhos do blog e só hoje estou a publicar. Já aconteceu há algum tempo mas a história não fica por aqui...

No dia da Mãe estava eu a meter o carro na garagem, quando abro o portão para cima e dou de caras com a gaiola com um pássaro lindo, a cor predominante era o amarelo mas com mais algumas cores fortes. Não vos sei dizer o nome mas era tipo um piriquito mas maior. Coisa mais linda e a Inês a gritar: Surpresa!!!!
Foi mesmo uma surpresa, não estava nada a contar. Adorei!

Tinha uma passarinho muito pequenino e aquele era bem maior. No inicio era um pouco estranho, passados alguns dias já estava habituada àquela figura. A Riscas é que não achou assim tanta piada, aquilo para ela devia ser um frango. Héé Héé Estava sempre a tentar meter o focinho na gaiola. Não os podia deixar sozinhos de forma alguma.

Durante a semana percebi que o Teco (a Inês deu-lhe este nome com o pai) era muito espertalhão, não sei porquê mas de vez em quando dava com ele a fazer coisas banais mas que deixavam perceber qualquer coisa mais.
O Dia da Mãe foi um domingo, no sábado seguinte falei com uma pessoa que me contou que também tinha tido um casal desses pássaros e confirmou que eles são espertalhaços. Os dele perceberam que ele levantava sempre uma porta para colocar água e comida e um dia conseguiram abrir e fugiram por ali.
Aquilo assustou-me porque eu tinha na minha gaiola uma falha que estava muito bem tapada com um cartão muito grosso e muito fio. Mal cheguei a casa olhei logo para a varanda para ver o pássaro e foi então que percebi que ele já lá não estava.
Olhem que nem de propósito, no dia em que ia reforçar aquilo ele pirou-se. Parece até que já sabia.
E pronto lá se foi o passarinho que nem uma semana durou, ao qual nem uma foto tirei. Ainda lá deixei a gaiola a ver se ele voltava mas nada.
Tudo o que tenho nas minhas traseiras são campos cultivados, não se vêem gatos nem nada, apenas muitos pássaros. Fiquei montes de tempo a olhar a ver se via uma manchinha amarela. Bem sei que sozinho ele não sobrevive mas quem sabe???

Disse à Inês que tinha visto uma coisa amarela a voar e que agora o nosso passarinho era livre.
É uma mentirinha que não faz mal a ninguém.
Não tenho escrito nada no blog e tenho pena. Estão sempre a acontecer momentos que valiam a pena aqui ficarem registados para mais tarde relembrarmos.
Mas não consigo. Fico sem vontade. Ando desgastada, super cansada. Não sou só eu, somos nós e isso ressente-se em tudo.
O Lucas é um bebé muito chorão e quando digo muito é mesmo muito. Deixa-nos os cabelos em pé, não deixa ninguém dormir nem descansar.
Depois também tem os seus momentos de bebé risonho e temos de os aproveitar bem porque são em muito menor quantidade ;)
No inicio eram cólicas e nós embalávamos-lo para o sossegar. Agora não quer outra coisa. Ele é capaz de estar a dormir e a chorar ao mesmo tempo, a lutar contra o sono.
Uma das coisas que o faz parar de chorar é tirar-lhe a roupa para lhe mudar a fralda. Abre aquela boquinha fofa e mostra as gengivas todas num grande sorriso. Héé Héé Devia ter nascido no Verão.
A parte engraçada é que em eventos sociais parece um bebé modelo e ninguém acredita que não é sempre assim. Estou a falar de um casamento super barulhento, de almoços de amigos e festas de Natal. Tenho a sensação que quanto mais barulho, melhor ele se porta.

A semana passada, ele chorava seguido e eu, já em desespero, liguei à pediatra e consegui antecipar a consulta. Chorou o dia todo, dormiu pouquíssimo. Eu estava com os nervos em franja. No caminho, chorava sempre que o carro parava. Berrou que nem um desesperado enquanto os tirava (a ele e á Inês) do carro, o meu cerebro parece que até pára quando ele faz estas coisas. Cheguei à sala de espera e estava já a prever o espectáculo, mas não, acreditam que adormeceu profundamente ao ponto de ressonar??? Acreditam que não deu um ai enquanto a médica o observava?? Parecia o tal bebé modelo, levantava muito a cabeça, fazia expressões engraçadas e fartou-se de rir. Deixou-me mesmo ficar mal. E lá estava eu a tentar explicar que ele não era nada assim, blá, blá, blá.
Outro dos sintomas era que estava sempre a bolsar. Vim de lá com a recomendação de que deveria diminuir à quantidade de leite.
Remédio santo, melhorou bastante durante quase uma semana. Neste momento está chorão outra vez mas já percebi que agora é da barriga. Quando lhe faço o bebegel melhora. Outras vezes acho que chora porque sim, sem motivo nenhum, sei lá...

Não passei por nada disto com a Inês. Ela foi super sossegada e sempre dormiu a noite toda, este parece um relógio com alarme. Estava mal habituada, essa é que é a verdade.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

PARABÉNS

O dia 24 é muito aguardado por 2 razões: antes do Pai Natal chegar quem recebe prendas é o pai cá de casa ;)
Por isso temos sempre uma ansiedade a dobrar por este dia sempre especial.
PARABÉNS :)) Montes de beijos.
Nesta foto o Lucas ainda era tão pequenino...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Carta ao Pai Natal ;)

Os dois, já de pijama, ainda a escrever a carta ao Pai Natal. Temos de ter a certeza que não esquece nada.

Carta ao Pai Natal :)

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Héé Héé
Quem adivinha o que ela está a fazer???
Héé Héé Quem adivinha o que ela está a fazer???

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Estamos no pára arranca de uma fila. Chove muito. O maridão a conduzir, o Lucas na cadeirinha à frente, a Inês atrás do lado do passageiro e ao meu lado. Numa distração de segundos o maridão olha para trás, o carro da frente pára, na tentativa de parar, o nosso derrapa e PUM, batemos na carrinha da frente.
Apesar de estarmos praticamente parados o embate foi forte e a Inês começa a queixar-se da barriga (por causa do cinto).
É agora que vem a parte idiota da situação:
Estou no carro mesmo ao lado da Inês e com o Lucas à minha frente e que é que eu faço????
Tiro o cinto, saio disparada do carro, dou a volta, tento abrir as portas onde estão os miudos e ainda fico enervada com o maridão porque as portas estão trancadas. Tudo isto enquanto chove.
E o meu marido só pensava que raios eu fazia lá fora, à chuva com aquele ar de atarantada.
Ninguém se magoou e o nosso carro nem teve nada. Mais tarde fartámo-nos de rir com a situação, pois ainda por cima eu só me apercebi da estupidez do que fiz quando ele me perguntou qual era a minha ideia de sair assim disparada. DAHHH!!!!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Ela a fazer birra para não ir para a cama:

Coloca a mão na testa como se tivesse febre e diz aflita: "Mamã, estou muito enjoada."

Héé Héé Baralhou os sintomas ;))

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Tantas novidades para contar,
tantas noites sem dormir,
tantas situações engraçadas dela e dele,
tantos nervos,
tanta felicidade,
tanta muda de fralda,
tanto mimo,
tanta roupa para lavar,
tantas fotos lindas,
tanto cansaço.
Nada ficou igual. Vamos voltar :))

sexta-feira, outubro 31, 2008

O nosso filhote

nasceu, lindo e perfeitinho. Tal como a irmã é um come e dorme.
Estamos muito felizes. Tem sido muito, muito bom.

Lucas
A cidade que o recebeu...
A cidade que o recebeu

terça-feira, outubro 28, 2008

tchau, tchau barriguinha

E hoje ela não parou de dizer:
"Amanhã o mano vai chegar."

E a mim está-me a dar um nervoso miudinho.

Coincidências

Porque ela é pequenina não dissemos à Inês o que tinha acontecido com o avô.
Domingo ela foi visitar a avó do papá. Quando voltou disse-me que não tinha visto o avô, que ele tinha ido passear mas que naquele momento já devia estar em casa. Depois disse muito baixinho:
"Como não estava, o vô não deu tostão." E fez um sorriso maroto. Um interesse inocente, diria eu.
O que aconteceu a seguir foi uma coincidência, mas o certo é que a Inês recebeu essa moeda e nós queremos acreditar que por vezes estas coisas não acontecem por acaso.

sexta-feira, outubro 24, 2008

O "Vô" velhinho

O meu sogro faleceu na passada 3ª feira. O papá do papá, o "Vô" velhinho como lhe chamava a Inês.
Por vezes a vida prega-nos destas partidas. O funeral foi 5ª feira de manhã e acontecia ao mesmo tempo que eu me encontrava na ultima consulta antes do nosso bébé nascer.
Está a ser meio complicado para o meu marido e para todos nós ter consciência plena que uns morrem para outros nascerem. É estranho.
Desde que o conheço, e já lá vão cerca de 15 anos, que o ouvia dizer em todos os aniversários que para o ano já cá não estaria. Depois repetia a mesma história de cada vez que vinha um neto a caminho. Sempre o conheci assim, com aquele ar de velhinho. Viu nascer 3 netos e conseguiu ultrapassar muitos problemas de saude e de vida. A verdade é que se aguentou até agora.
Este neto ele não vai mesmo conhecer mas tinha de aqui deixar umas palavras para mais tarde ele saber que este avô sabia que ele vinha a caminho, que ficou feliz com a noticia, que a mana em bébé gostava muito de estar ao colo dele e que agora, maiorzinha, gostava de receber o rebuçado ou a moeda que ele tinha sempre para ela.
Dele vem-me sempre à cabeça os nossos tempos de namoro, quando o íamos visitar e eu vinha sempre com a minha mochila cheia de ovos frescos das galinhas que ele tratava. Héé Héé, não sei como nunca "esborrachei" nenhum dentro do saco. Eu, a menina da cidade, achava um piadão áquilo.
Porque não o foi da outra forma, esta é a minha despedida, o meu adeus...
1920-2008

'Adeus

terça-feira, outubro 21, 2008

Amor Perfeito

Os avós ofereceram um amor perfeito à Inês para ela cuidar :))
Achei tão lindo e ela adorou. Anda sempre preocupada para eu não me esquecer de regar.

Apesar de todas as explicações, ainda existem coisas que não são tão simples como parecem. Esta semana ela surpreendeu-me , quando, do nada, me perguntou:

"Mamã, mas afinal para onde foi a Lara?"

Mais surpreendida fiquei quando depois da explicação ela me sai com esta (versão já traduzida ;):
"Não faz mal, depois a mamã arranja-me uma Lara."

Ops ?!?!


Amor Perfeito
Domingo assustei-me. Saimos um pouco e de repente comecei a sentir as mãos meias presas juntamente com um formigueiro. Quando olhei para elas estavam super inchadas com as veias muito salientes, a minha aliança a apertar-me o dedo. Bolas, que é que se passa???
Comecei a sentir-me esquisita. Sentei-me na fresca, acalmei e só em casa começou tudo a voltar ao normal. Cheguei a pensar que tinha chegado a hora, mas não.
Agora tenho as mãos e os pés mais inchadas do que o que tinha mas nada de alarmante. Só ontem à noite consegui arrancar a aliança do dedo com muito óleo, muito creme e muita persistência da minha parte. Doeu mesmo.

O que ainda não contei é que a minha placenta está ligeiramente envelhecida e me foi detectada uma bactéria "XPTO" que me está a obrigar a tomar um antibiótico. Coincidiu com o inico da toma, não sei se terá alguma coisa a ver.

Andar na rua com esta barrigona chama a atenção, acreditem e suscita muita conversa, claro!!!
O que me vale é que eu estou mais ansiosa para ter o meu bébé cá fora, saudável e lindo do que estou preocupada com o parto, senão andava histérica de medo com as histórias "mirabolescas" que ouço ;)

Estou cada vez mais ansiosa por ver a carinha do nosso filhote.
Depois de olharmos para ele vamos decidir se vai ser Lucas ou Tomás.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Se duvidas houvessem...

ficaram hoje esclarecidas ;))

Entretanto hoje na consulta fiquei a saber que pela estimativa da eco o bébé pesa apenas cerca de 2,400Kg. Não é muito, por isso foi-me recomendado descanso (esta é a parte mais dificil) para ver se aguento o rapazote na barriga por mais 2 semanas. Entretanto continuar com as vitaminas e beber muita água.

Realmente tendo em conta as 37 s e 3 d se nascesse agora estava bem pequenino mas também sei que isto são medições que podem não corresponder à verdade.

E agora a prova do rapagão que aí vem :))

Se duvidas houvessem...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Sara

é a amiga imaginária da Inês com direito a lugar na mesa com prato e cadeira.
Hoje de manhã no carro ela estava um pouco chateada pois a Sara preferiu ficar em casa e não quis ir para os avós. Héé Héé

Quem manda aqui afinal???

Estou naquela fase em que a bexiga é que manda na minha mobilidade. Tem alturas em que me sinto capaz de fazer de tudo, tem outras em que caminhar é um tormento.

Para além disso este miudo mexe como nunca vi. Tanta acrobacia. Se ele mexer tanto cá fora como aqui dentro tou feita ;))

Hoje a Inês levantou-me a camisola, deu um beijo na barriga e perguntou se o "Ucas" tinha "nanado" bem. Isto é muito bom sinal, muito bom mesmo :))